em Buenos Aires | Aqui acabou a Gripe, e aí?
Pois é, aqui o Futebol é estatal, embora nada mais seja, nem o petróleo, nem o gás, até a Aerolíneas Argentinas querem re-privatizá-la, isso mesmo, re-privatizá-la. E na contra-mão disso, o futebol é estatizado!
Aqui não existe a Globo, mas existe o Clarín, e este detém, ou melhor detinha os direitos televisivos do futebol argentino até 2014. Aqui não tem Ricardo Teixeira, mas tem Julio Grondona. O primeiro é genro do ex-presidente da FIFA, e o segundo é atual vice-presidente da FIFA. Ou seja, quase a mesma coisa.
O curioso é que o Grupo Clarín, desconformado com a atitude da AFA – leia-se Grondona – fez de tudo, até tentou fazer a Gripe A voltar, pra abafar o grande tapa na cara que tomaram, mas não colou. Da mesma maneira que não se vende a mesma publicidade por tanto tempo, certas notícias se esgotam.
Não é legal que o futebol esteja em mãos do governo, pois se trata de instituições privadas, no caso de clubes, e o governo deve abster-se. Mas é um fato histórico, que torna-se muito interessante pelo lado de quebrar um monopólio, muito agressivo (tal qual é o da Globo). O futebol é um bem público ou privado? Enfim, melhor não entrar nessa discussão.
Então, quiçá daqui a pouco aconteça algo parecido por aí, quem dera.
Publicado no emPetrópolis.com em 12 de Agosto de 2009.